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A ACE é uma associação sem fins lucrativos criada para dar apoio ao trabalho de jornalistas estrangeiros sediados em Brasil. Mais de 30 nacionalidades já passaram pela associação, entre jornalistas que

Em 2015, reuniu 63 associados efetivos, de 23 nacionalidades, que trabalhavam para a mídia de 21 países de Europa, Asia e América.

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Como se tornar um membro da ACE: 

1. Realize o seu depósito na conta da associação:
Banco: Itaú
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tesoureiro@correspondentes.org.br
Assunto: COMPROVANTE ACE 2018-2019

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– Participação nas nossas entrevistas coletivas, viagens e eventos sociais;
– Carteirinha de imprensa da ACE;
– Acesso completo ao nosso novo website com as últimas informações;
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– Participação nas assembleias e um voto nas atas e eleições;
– Descontos para atividades culturais e cursos na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP)

Valor de anuidade

Correspondentes em São Paulo ……………………. R$ 180

Correspondentes fora de São Paulo ………………. R$ 90

Correspondentes no Rio de Janeiro: contate os nossos colegas de www.acie.org.br

 

Ponte Rio – São Paulo

As Associações de Correspondentes do Rio de Janeiro e de São Paulo formalizaram um acordo de cooperação na forma de participação dos associados em ambas as instituições.

1) Correspondentes estrangeiros devem se associar à associação presente na sua cidade de residência, seja São Paulo ou Rio de Janeiro;

2) Membros residentes em outros estados poderão pagar metade da anuidade, R$ 90,00 (noventa reais) por ano, para receber às informações e atividades das duas associações  (coletivas organizadas, viagens, cafés da manhã…)

3) O valor da anuidade dará o direito de receber a carteirinha da associação de São Paulo.

Contato ACIE – Rio de Janeiro: com acie@acie.org.br

Contato ACE – São Paulo: contato@correspondentes.org.br

Rio de Janeiro/São Paulo, 28 de agosto de 2018.

SUA MENSAGEM





Mais um Ramadã no Brasil

Deixamos para trás mais um mês de Ramadã no Brasil onde eu moro há nove anos como jornalista turco. Sendo muçulmano, eu também tentei cumprir os mandamentos da minha religião. Quero compartilhar um pouco da minha experiência sobre o Ramadã no Brasil.

Ramadã, um aprofundamento na oração para os muçulmanos, significa um realinhamento da sua posição limitada à frente do Criador ilimitado. Neste mês sagrado, além de jejuar da alvorada ao pôr-do-sol, os muçulmanos entram em contato com os segmentos carentes da sociedade, desenvolvendo a consciência social.

Uma das práticas do Ramadan é quebrar o jejum junto com familiares, vizinhos ou amigos a fim de fortalecer relações humanas na sociedade. Muitas vezes nos países onde os muçulmanos são uma minoria, as autoridades locais organizam encontros de Iftar (jantar de desjejum) honrando a comunidade muçulmana. Infelizmente, eu não vi essa prática no Brasil ainda.

Acho isso normal. Índices sobre a população muçulmana no pais variam entre 25 a 100 mil que nem chega a 1% ao todo. Além disso, a localização geográfica do Brasil é um pouco distante da região onde a população muçulmana está concentrada. Ao longo da história, o Brasil não registrou nenhuma interação com os países muçulmanos e ainda não há um diálogo forte no cenário político.

Durante os jantares, lidei com algumas perguntas interessantes sobre as perspectivas do Islã quanto as mulheres, a democracia e alguns valores universais. Também recebi perguntas sobre a relação do Islã com outras religiões e a questão Estado Islâmico.

Islã é uma religião universal baseada no monoteísmo. Judaísmo, Cristianismo e Islã se alimentam da mesma fonte divina e vêm em ordem cronológica complementando um ao outro. Moisés, Jesus e Maomé são três profetas que guiaram o ser humano, representando estas religiões. Expliquei para os meus convidados que existem três livros sagrados e eles descrevem a mesma religião, que são Torá, Bíblia e Alcorão.

Achei interessante contá-los das semelhanças entre estes três livros referente às histórias dos profetas como Adão, Davi e Salomão. Os versos do Alcorão que mencionam sobre a Virgem Maria e os versos que elogiam os cristões nos aproximaram durante o Ramadã.

O assunto mais discutido durante Ramadã era sobre o avanço do Estado Islâmico. Na essência do Islã, matar uma pessoa inocente é considerado igual a matar toda a humanidade. Mas a interpretação dos grupos radicais como Al Qaeda, Hezbollah ou Boko Haram é uma ilusão pura. O perfil dos envolvidos nesta onda de radicalismo é mais da classe de jovens pobres, desempregados e sem formação educacional. As pessoas que sofrem dessa ilusão vêm recebendo várias promessas e sonham com um paraíso falso. Concordamos que existem três problemas gerais no base de todos os conflitos no Oriente Médio que são ignorância, pobreza e discriminação.

Ramadã era uma oportunidade para integração e corrigir mal-entendidos na sociedade. Por meio dessa coluna quis fazer uma pequena contribuição para o entendimento da identidade muçulmana.

Por Kamil Ergin
Foto: Flavio Forner/XIBÉ

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