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A ACE é uma associação sem fins lucrativos criada para dar apoio ao trabalho de jornalistas estrangeiros sediados em Brasil.

Em 2015, reúne 63 associados efetivos, de 23 nacionalidades, que trabalham para a mídia de 21 países de Europa, Asia e América.

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Correspondentes em Rio de Janeiro: contate os nossos colegas de www.acie.org.br

 

Ponte Rio – São Paulo

As Associações de Correspondentes do Rio de Janeiro e de São Paulo formalizaram um acordo de cooperação na forma de participação dos associados em ambas as instituições.

1) Correspondentes estrangeiros devem se associar à associação presente na sua cidade de residência, seja São Paulo ou Rio de Janeiro;

2) Membros associados poderão pagar um valor simbólico de R$ 50,00 (cinquenta reais) por pessoa por ano, para também ter acesso às informações e atividades da associação da outra cidade. Tal como: acesso às informações por e-mail, coletivas organizadas, viagens, cafés da manhã, uso eventual da sede da associação como espaço de trabalho e etc.;

3) O valor simbólico não dará o direito de receber a carteirinha da outra associação;

4) Membros de fora de São Paulo ou Rio de Janeiro (capital) poderão escolher onde se associar com um desconto de 50% no valor da anuidade;

5) Os associados que por ventura estejam associados em uma cidade que não seja a de sua residência deverão fazer a migração a partir de janeiro de 2016;

6) Aqueles que desejarem participar de ambas as instituições poderão fazê-lo através do pagamento integral da anuidade (com direito a carteirinha).

7) Os membros da ACE que têm interesse em se associar no Rio pra o valor simbólico, podem entrar em contato com acie@acie.org.br. Os membros da ACIE podem entrar em contato com tesoureiro@correspondentes.org.br.

Rio de Janeiro/São Paulo, 01 de outubro de 2015.

SUA MENSAGEM





No Brasil, com sotaque francês

No Brasil, com sotaque francês
novembro 17, 2015 ACE
Em São Paulo, o ato foi na frente do Consulado Geral, na avenida Paulista. Foto: Carlos Turdera

Após os ataques de sexta-feira, 13 de novembro, em Paris, os consulados da França em Rio, São Paulo e Recife organizaram atos “contra a violência, a intimidação e o ódio e a favor da liberdade e a democracia”. Vários membros da ACE   acompanharam a concentração na avenida Paulista. A seguir, as impressões das francesas Claire Gatinois e Marie Naudascher, que estiveram em São Paulo e Rio, respectivamente.

 

Em São Paulo, o ato foi na frente do Consulado Geral, na avenida Paulista. Foto: Carlos Turdera

Em São Paulo, o ato foi na frente do Consulado Geral, na avenida Paulista. Foto: Carlos Turdera

Dinheiro e religião

É bastante esquisito ficar longe da sua familia, dos seus amigos quando acontecem atrocidades no seu pais. Na sexta-feira, dia 13 de novembro, a maior parte dos franceses, jovens de 20 a 35 anos que estão aqui no Brasil para um curso, um estágio, uma oportunidade profissional foram, ou poderiam estar, nestes lugares badalados de Paris. Nestes bares do «11ème arrondissement», nesta casa de show, le Bataclan, «neste quartier bobo». Ou no Stade de France também para assistir a um jogo do PSG.

No domingo dia 15 de novembre, em frente do consulado da França na Avenida Paulista, a maior parte dos franceses que foram lá para prestar homenagem às vitimas tiveram uma sensaçao de «déjà vu». Já tinham estado lá no dia 11 de janeiro, para mostrar a sua solidariedade com os parisianos. Os jovens fazendo um estágio ao lado dos chefes das empresas. Mas o que tal vez me deu mais conforto foi ver lá brasileiros. Como esta moça cujas bochechas foram pintadas em azul, branco  e vermelho, Julia Pacheco. Uma amiga da Camil Isso, que foi ferida nos atentados. Ela me disse em francês: «Gosto da França, gosto de Paris».  O Brasil é um pais violento, onde jovens são mortos a cada dia. Mas ela continuou, «no Brasil se mata por dinheiro, não por causa da sua religião».

Claire Gatinois

La vie en rose

No Rio, brasileiros e franceses se encontraram no Largo do Machado. Foto: Marie Naudascher

No Rio, brasileiros e franceses se encontraram no Largo do Machado. Foto: Marie Naudascher

O Cristo Redentor estava vestido de Azul, Branco e Vermelho, enquanto cerca de 300 franceses e brasileiros estavam chegando com bandeiras e camisas da seleção francesa no Largo do Machado.

Foi uma reunião espontânea, apesar de ter sido divulgada pelo consulado da França no Rio de Janeiro. Um músico veio com uma sanfona e algumas partituras de músicas francesas. Debaixo de chuva, o grupo logo começou a cantar “La Vie en rose”, da Edith Piaf, ode ao amor e à vida. Foi justamente essa vida de boêmia, querida pelos jovens, num bairro popular e cheio de vitalidade artística que foi alvo dos ataques terroristas. Foi aquilo que a multidão lembrou naquela tarde.

“La Marseillaise” tambem ecoou enquanto as velas iluminavam os rostos tristes dos amigos da França. Um cartaz colorido ” Cariocas pour la paix en France”, (cariocas pela paz na França) se destacou entre as velas. Estávamos reunidos para isso: promover a paz neste momento de profunda tristeza e solidariedade com as vitimas.

Marie Naudascher